Projeto: Contos de fadas à luz do letramento crítico

Contos de  fadas: histórias transculturais  à luz do letramento crítico

19É um projeto executado  no IFPI- Campus Teresina Zona Sul, destina-se a alunos do Ensino Médio Integrado com o objetivo de escrever outra versão de contos de fadas em uma cultura totalmente diferente, inserindo diferentes objetos mágicos à luz do letramento crítico/leitura crítica  no contexto de ensino de inglês como língua estrangeira.

Professores que reconhecem o valor da importância do letramento crítico não vêem seus alunos como vasos a serem preenchidos e, ao contrário, criam experiências que oferecem aos alunos oportunidades para construir ativamente conhecimento. Nesta perspectiva, as escolas se tornam espaços onde os alunos interrogam as condições sociais através do diálogo sobre questões importantes para suas vidas.

Trabalhamos os seguintes  contos de fadas:

  • Alice in Wonderland (Alice no País das Maravilhas)
  • Beauty and the Beast ( A Bela e a Fera)
  • Pinocchio (Pinóquio)
  • The little Mermaid (A Pequena Sereia)
  • Jack and the Beanstalk ( João e o Pé de Feijão)
  • The three Little Pigs (Os Três Porquinhos)
  • Sleeping Beauty (A Bela Adormecida)
  • Little Red Riding Hood ( Chapeuzinho Vermelho)
  • Cinderella ( Cinderela)
  • Puss-in-boots ( O Gato de Botas)
  • Snow White and the seven dwarf (Branca de Neve e os Setes Anões)

Antes de apresentar o conto vencedor deste projeto ( na versão inglês e portguês), vamos  explicar os conceitos que nortearam o estudo.

Da globalização à  localização  ( Glocalização)

6O termo, que combina as palavras globalização e localização , apareceu pela primeira vez no final da década de 1980 em artigos de economistas japoneses na Harvard Business Review. De acordo com o sociólogo Roland Robertson, que é creditado com a popularização do termo, a glocalização descreve os efeitos  das condições locais sobre as pressões globais. Em uma conferência de 1997 sobre “Globalização e Cultura Indígena”, Robertson disse que a glocalização “significa a simultaneidade – a co-presença – de tendências universalizantes e particularizadoras”.

Paradoxalmente, Robertson, em certo sentido, argumenta que a globalização é na realidade um fenômeno local, e que o intercâmbio e a fusão mundiais da cultura sempre se fazem em termos locais. Por outro lado, Robertson sustenta  o que é concebido como o local é, na realidade, global.

Estas características  estão presentes no conto vencedor deste projeto, quando as autoras misturam contextos local ( Teresina-Pi) no enredo do conto original.

Letramento crítico

8O letramento crítico, derivado principalmente das teorias sociais críticas,que  dizem respeito à criação de uma sociedade mais justa, questionando o status quo e propondo soluções adequadas de forma criativa. O letramento nessa estrutura é vista como um ato de conhecimento que capacita os indivíduos ajudar a descobrir suas vozes e suas responsabilidades éticas para melhorar seu mundo (Beck, 2005). Embora existam diferentes abordagens para o letramento crítico,todas elas visam “engajar-se nas possibilidades que as tecnologias da escrita e outros modos de inscrição estimulem  a mudança social, a diversidade cultural, a equidade econômica e a emancipação política “(Luke & Freebody, 1997, p.1).

Na Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire fornece um exemplo de como o letramento crítico é desenvolvido em um contexto educacional. Freire propõe um sistema no qual os alunos se tornam mais conscientes socialmente através da crítica de múltiplas formas de injustiça. Essa consciência não pode ser alcançada se os alunos não tiverem a oportunidade de explorar e construir conhecimento.

Leitura crítica

10A leitura crítica envolve mais  micro-interação entre o produtor do texto, os textos e o leitor  em ambientes sociais imediatos e específicos. Para muitos autores, leitura é processo individual e cognitivo, mas segundo Wallece (2003), leitura é um processo social e crítico. A natureza social da leitura é  o ato de produção e  o consumo de texto não ocorre no vácuo, mas ocorre no contexto, tanto no contexto imediato da situação como no contexto cultural mais amplo. E os participantes envolvidos no processo, nomeadamente, escritores e leitores, também são influenciados pelo contexto social.

Portanto, a leitura é uma interação dinâmica entre o escritor, o texto e o leitor. Leitura crítica é tomar uma postura crítica em relação ao texto, que, como construção social, reflete pressupostos institucionais e sociais mais amplos. Isto envolve “criticar não apenas a lógica, argumento ou sentimentos expressos em textos, mas as suposições ideológicas” ( p.42).

O conto vencedor do projeto: Folktales: Cross-cultural Stories

Autoras:  Alunas da turma  do 1º ano do Ensino Médio Integrado em Edificações: Alana Lourrana – Almirene Pinenheiro – Andressa Saraiva

As novas Cinderelas dos século 21.

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Agora leia como elas reescreveram o conto  clássico da Cinderela integrando  pessoas e locais de Teresina-Pi. Elas produziram o conto em duas versões:

Português:  Cinderela: Em um universo paralelo 

Inglês: Cinderella: In a paraleel universe

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Concluindo

À luz de todos esses conceitos, pode-se concluir que as práticas atuais em muitas salas de aula de  língua estrangeira são caracterizadas por tarefas que visam principalmente melhorar as habilidades linguísticas dos aprendizes em vez de sua consciência crítica. Consequentemente, é improvável que os alunos melhorem suas habilidades de pensamento crítico, que são importantes para a ação humana e para a transformação social.

Link do projeto: Folktales: Cross-cultural Stories

Galeria de fotos: Construindo o Projeto

Click AQUI

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